sexta-feira, 26 de novembro de 2010

“O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”.
PAULO FREIRE (1996: 96).

domingo, 21 de novembro de 2010

Professor Mediador

A expressão “dar aula” é fruto da era do “mundo pronto”. Num contexto de mundo
inacabado e em constante mudança nós não temos nenhuma aula a “dar”, mas sim a
construir, junto com o aluno.
O aluno precisa ser o personagem principal dessa novela chamada aprendizagem.
Quando problematizamos, abrimos as possibilidades de aprendizagem, uma vez que
os conteúdos não são tidos como fins em si mesmos mas como meios essenciais na busca de respostas.
O aprender a aprender modifica e amplia sobremaneira o papel do professor, que passa a ser o de provocar a construção individual e coletiva do conhecimento, mediante questionamento sistemático. Ao questionar, problematizar, o professor deve levar o aluno ao questionamento construtivo. O papel do professor deixa de ser o de simplesmente dar respostas, orientado pela certeza, e passa a ser o de criar dúvidas, fazer perguntas, levando o aluno a pensar e a perguntar-se. O professor deixa de ser transmissor e passa a ser mediador.
É essa reflexão que desafia a inteligência, assegurando, dessa forma, um ambiente dentro do qual os alunos possam reconhecer e refletir sobre suas próprias idéias, aceitar que outras pessoas expressem pontos de vista diferentes dos seus e possam avaliar a utilidade dessas idéias em comparação com as teorias apresentadas pelo professor.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Educação Inovadora

Educar é ajudar o outro na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional.
O aprendizado se faz através das coisas, das pessoas e das idéias que vemos, ouvimos, sentimos, tocamos, experimentamos, lemos, compartilhamos e sonhamos. Aprendemos na família, na escola, no trabalho, no lazer.
O educando deve ser o agente do processo. Ouvir, copiar e repetir dará lugar a questionamentos, procura de respostas e soluções para situações concretas e de sua vivência. O incentivo será para que as atividades sejam, preferencialmente, coletivas e em grupo onde a cooperação substituirá a competição e o individualismo, para que a convivência social e a solidariedade sejam praticadas.
O professor ao invés de informador será o animador e o aluno ao invés de ouvinte será o pesquisador. O educador deve despertar no aluno a importância da curiosidade, a curiosidade domada leva o aluno a memorizar o objetivo e não ao aprendizado real. Para o aluno produzir o conhecimento, ele deve estar inserido no exercício da curiosidade, na capacidade crítica do objetivo, de observá-lo. É necessário que professor e aluno mantenham um diálogo aberto, que sejam curiosos, indagadores e não passivos enquanto fala ou ouve.
Aula-pesquisa, onde professor motiva, incentiva, dá os primeiros passos para sensibilizar o aluno para o valor do que vamos fazer, para a importância da participação do aluno neste processo. Aluno motivado e com participação ativa avança mais, facilita todo o nosso trabalho.
Com as novas tecnologias na educação amplia-se o espaço de aprendizagem que extrapola o  da sala de aula. É preciso valorizar mais a busca, numa forma democrática de pesquisa e de comunicação que os resultados prontos.
Uma educação de qualidade pressupõe hoje uma organização inovadora, aberta e dinâmica, com um projeto pedagógico participativo.